Muitas pessoas ainda nem ouviram falar sobre o Mercado Livre de Energia. Apesar de que a energia elétrica passou a ser tratada como passível de livre comercialização a partir da década de 90, quando vários países desregulamentaram seus setores elétricos, que eram monopólios estatais.

O processo de abertura do setor elétrico ocorreu como uma tendência mundial, tendo como pioneiros a Inglaterra e a Nova Zelândia, se espalhando por alguns países da Europa, depois iniciando em alguns pontos dos Estados Unidos e, simultaneamente, também no Brasil.

Pioneiros do Mercado Livre de Energia Elétrica

Esse modelo atual do setor elétrico foi modificado visando à abertura do mercado e a criação do Mercado Livre de Energia, no qual consumidores poderiam negociar livremente sua energia e teriam a opção de selecionar as melhores condições comerciais entre diferentes fornecedores de energia.

Vale lembrar que praticamente todos os países economicamente desenvolvidos têm seu mercado de energia aberto à livre concorrência, incentivando que o consumidor industrial negocie livremente sua energia no mercado. 

No Brasil, há dois ambientes para a contratação de energia: o Ambiente de Contratação Livre (ACL) conhecido como Mercado Livre, e o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), conhecido como Mercado Cativo. Neste artigo abordaremos as principais diferenças entre esses dois mercados.

O que é o Mercado Livre?

 
O Mercado Livre de Energia é um ambiente em que os consumidores podem escolher quem vai fornecer energia elétrica a eles. Nesse ambiente, consumidores e fornecedores negociam as condições de contratação de energia. Nos contratos são estabelecidos os preços, garantias e condições de pagamento, prazo de entrega, entre outros.

Além dessa flexibilidade, o consumidor livre também pode escolher seu fornecedor de energia, que pode ser um gerador ou um agente comercializador. Assim, cada unidade consumidora paga uma fatura referente ao serviço de distribuição para a concessionária local (tarifa regulada, transporte e imposto) e uma ou mais faturas referentes à compra da energia (preço negociado no contrato).

O que é o Mercado Cativo?

Nesse mercado, o consumidor contrata energia elétrica da distribuidora da região em que está localizado. As tarifas são fixadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e não podem ser negociadas. Todos os consumidores residenciais assim como algumas empresas comerciais, industriais e consumidores rurais estão nesse mercado.

No mercado cativo, os consumidores compram energia elétrica de distribuidoras que adquiriram essa energia por meio de leilões, portanto precisam repassar esses custos ao consumidor. Cada unidade consumidora paga apenas uma fatura de energia por mês, incluindo o serviço de distribuição e a geração da energia, dentre outras tarifas.

Nesse contexto, além de estar sujeito aos riscos das mudanças de condições climáticas, os consumidores arcam com encargos embutidos na conta de luz, e que podem variar de mês a mês. Ter o Mercado Livre como uma alternativa tem grandes chances de diminuir os custos com energia elétrica. Outra diferença do Mercado Livre é a previsibilidade do custo, visto que o volume e valores da energia são previamente acertados em contrato.

E aí, Mercado Livre ou Mercado Cativo?

As diferenças entre esses dois mercados com certeza te saltaram aos olhos, mas nem tudo são vantagens. Sem uma gestão de energia adequada no Mercado livre, o consumidor pode comprar mais ou menos energia do que realmente precisa, o que pode acarretar em penalidades e custos desnecessários. O Mercado Livre está acessível apenas para grandes consumidores de energia, e tem seu manejo mais complexo (contratos, faturas, gestão) para não correr riscos. Para resolver essa desvantagem é que atuamos nesse mercado. Nossa equipe especializada e experiente está pronta para te ajudar em todo o processo de migração para Energia Livre. Conte conosco para tirar suas dúvidas e te orientar da melhor forma a participar desse mercado.